O final de ano terminou triste pra todos nós amantes de esportes. No Brasil, em arenas do mundo todo, times dos mais variadas modalidades esportivas prestavam homenagens aos jogadores, membros da comissão técnica, tripulantes e jornalistas que perderam a vida no trágico acidente acontecido em Medelim, na Colômbia.

Só que uma imagem não saiu da minha cabeça, era menininho torcedor da Chape envolto em arquibancadas vazias. Solitário estava de cabeça baixa em uma das imagens mais icônicas que presenciei no esporte esse ano. Pensei o quão próximo eu estou desse jovem torcedor. Afinal, somos nós amantes dos esportes que fazemos esse mundo girar com a nossa paixão.

Resolvi pagar um tributo a ele e estender a todos os torcedores da Chape em forma de carta aberta:

Carta aberta ao menininho torcedor da Chape,

Há muitos anos, quando eu era mais novo ou tinha sua idade, eu também tinha um ídolo, ele nasceu na Iugoslávia , chamava Dražen Petrović . Era um scorer nato, fazia muitos pontos, muitas vezes mais que um time inteiro costumava fazer.

Ele foi um dos primeiros jogadores estrangeiros a jogar na NBA, provavelmente o primeiro a ter sucesso. O que o coloca em posição de desbravador. Hoje há diversos jogadores estrangeiros na NBA, inclusive MVPs, como o Dirk e o Steve Nash.

Eu ficava às Sexta-feiras esperando os jogos do Blazers pra ver ele entrar em quadra, talvez torcia um pouco por associação, afinal ele era branco e estrangeiro. O mais próximo da minha pessoa até a entrada do Manu Ginóbili. A sua passagem por Portland me fez um torcedor da equipe da ”Cidade das Rosas”, um time que contava com o mito Clyde Drexler.

Petrovic jogando pelo meu time do coração.
Petrovic jogando pelo meu time do coração.

Depois disso meu amor e minha paixão fez eu planejar viagens, conhecer e estudar tudo sobre Portland, a cidade que o Drazen iniciou a carreira na NBA. Curioso que sua passagem de maior sucesso foi no New Jersey Nets, atual Brooklyn Nets. Levou o time fraco dos Nets, aos playoffs. Também protagonizou duelos épicos com o GOAT, Michael Jordan.

Petrovic jogando pelo Nets. Nathaniel S. Butler/NBAE/Getty Images
Petrovic jogando pelo Nets. Nathaniel S. Butler/NBAE/Getty Images

O Nets virou momentaneamente o meu time do ”Leste”. Foi lá que ele se consagrou com médias fantásticas que o poriam tranquilamente como Fantasy Player de excelência em FG%, FT%, cesta de 3 pontos e pontos.

Drazen Petrovic, em uma das suas imagens mais icônicas. A NBA fechou muitas propagandas de highlights com essa imagem. Nathaniel S. Butler/NBAE/Getty Images

Por que estou contando tudo isso? No auge de sua carreira ele morreu de acidente de carro, quando esteva de férias. Não muito diferente do que aconteceu com os jogadores da Chape. Além de estarem no auge como jogadores, estavam indo pra uma final no maior momento da história do clube.

Ele foi embora. mas me deixou uma infindável gama de melhores momentos. Imagens icônicas que ficarão guardadas na minha memória pra sempre. Você também lembrará da defesa do Danilo. É a sua chance de mantê-lo vivo pra sempre.

Defesa desde já icônica e lendária. Um verdadeiro highlight!
Defesa desde já icônica e lendária. Um verdadeiro highlight!

Você pode achar que seus sonhos acabaram, que sua cidade nunca será a mesma ou mesmo que o seu time acabou. Só que não…

No final somos todos como um telescópio gigante apontado pra uma estrela. Esperando por um brilho diferente, por algo que ficará marcado eternamente na história e na nossa memória. Seja a defesa espetacular no último minuto, a bola de três no último segundo, um abraço em um amigo distante ou o primeiro beijo na sua crush.

Nós amantes do esporte sabemos desde criança que passaremos por derrotas, vitórias, fases ruins e boas. Só que os melhores momentos ou highlights, como chamamos na NBA, serão eternos.

Agora somos todos Chape!

A Chape será eterna!

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Somos todos Chape!

Essa é a minha homenagem em nome de todos Fantasy Gamers do Brasil e dos amantes da NBA!

Vamo, Vamo, Chape!

Ah, muitos anos depois o Blazers me proporcionou um novo highlight:

 

 

 

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